Há cerca de seis anos, a aluna do 8º ano B do Ensino Fundamental Letícia Sousa Bartoloti, hoje com 12 anos, já jogava as primeiras partidas de handebol de sua vida, no Campeonato Esportivo Interno, realizado pelo Ábaco. Esse primeiro contato com a bola desenvolveu uma paixão pelo esporte, que foi recompensada no último dia 23 de abril, quando ela recebeu o troféu Leão de Ouro, da Federação Paulista de Handebol (FPHand), como destaque da categoria mirim de 2008. O prêmio é realizado anualmente pela FPHand em homenagem ao Dia do Handebol.
“Desde o primeiro jogo já comecei a sonhar com meu futuro dentro do handebol. Sempre gostei de esportes que exigissem força física e técnica. Este é o jogo perfeito”, conta Letícia, que nesse ano estreia na categoria infantil. O sonho de ser uma das melhores sempre fez parte dos treinamentos e competições nas quais Letícia participou. “Não conseguia me acomodar com o que tinha atingido, queria mais. A toda hora passava pela minha cabeça que um dia o esforço seria premiado”, diz a atleta.
Mas para chegar entre as melhores, a dedicação precisava ir além da quadra. Foram inúmeras festas, aniversários e outros momentos colocados de lado em nome do esporte. “Quando se têm um objetivo pelo qual vale à pena, não chega a ser um sacrifício. Esse prêmio é a prova de que nada foi em vão”, afirma Letícia.
Além do esforço pessoal, a atleta também reconhece a importância do apoio dos pais, amigos e professores. De acordo com Letícia, o suporte que recebeu das pessoas ao seu redor foi fundamental para o sucesso dela. “É um grande orgulho ver os frutos do esporte que o Ábaco incentiva. Ela tem talento, mas, acima de tudo, tem muita força de vontade. Isso faz toda diferença em relação aos outros atletas”, destaca Rogério Carreon, técnico da equipe feminina de Handebol do Colégio.
Os próximos planos da aluna são grandes, mas ela segue firme no trabalho para conquistá-los. “Quero chegar à seleção brasileira. É a maior glória e reconhecimento que uma jogadora pode obter. Não existe fórmula mágica, sei que para isso preciso manter o foco e treinar”, diz a atleta. Para Rogério, que também comanda a seleção nacional infantil, esse sonho é possível. “Ela já participou de uma rodada de treinos quando ainda era mirim. Agora é o momento de se dedicar e esse ano é a primeira chance oficial dela entrar no time. Se ela continuar nesse ritmo, 2010 tem tudo para ser o ano de Letícia na equipe brasileira”, afirma o técnico.
