Reforçando seu o compromisso de estabelecer uma parceria sólida com as famílias, o Ábaco realizou na noite de terça-feira, dia 28 de abril, a segunda edição do Ciclo de Palestras para Pais de 2009. O evento contou com a participação do especialista Luiz Henrique Beust, que debateu o tema “O Desenvolvimento do Caráter na Criança e no Adolescente”.
A palestra, que atraiu cerca de 150 pais, discutiu os três pontos que Beust considera responsáveis pela formação do caráter humano: vertente hereditária, uma inata e outra adquirida. “Precisamos esquecer essa ideia de que as crianças são uma ‘folha em branca’ e que ela será como quisermos. Elas nascem com características únicas, são pedras que precisam ser lapidadas de acordo com tais características: não adianta lapidar uma esmeralda como se ela fosse um rubi. Cada qual precisa de um tipo diferente de lapidação para brilhar. Não devemos esperar nem que os irmãos sejam iguais”, afirma o palestrante. De acordo com Beust, algumas dessas características podem ser trabalhadas, mas é algo muito específico. “Ações falam mais alto que palavras. O exemplo é responsável pela formação de 90% do caráter do jovem. Quando pedimos para um filho parar de gritar, mas também gritamos, nos contradizemos”, conta Beust.
De acordo com o especialista, a adolescência é caracterizada como um período em que os jovens, na busca por uma identidade, podem deixar a família de lado. “É um período normal da vida deles. Os pais têm que demonstrar amor, mas impondo limites e agindo como pais, não como amigos”, afirma o especialista.
A palestra foi muito bem avaliada pelo púbico presente. “Acho que a principal dica que levo dessa apresentação foi aprender a utilizar o poder do olhar. Geralmente olhamos para as crianças para dar bronca. Vou tentar utilizar essa estratégia mais vezes para demonstrar o amor pelo meu filho”, conta Madna Cunha Marsi, 33 anos, auxiliar administrativa, mãe de Pamela Marsi, 8 anos, do 3º ano E do Ensino Fundamental. “O que chamou minha atenção foi o momento em que ele falou sobre nós, pais, sermos desunidos. Se os pais das amigas da minha filha estivessem aqui, poderíamos conversar e tomar decisões iguais sobre certos assuntos, o que tornaria tudo muito mais fácil”, afirma Silvana Romagnolo Santos, 47 anos, psicóloga, mãe de Gabriela Santos, 16 anos, do 2º C do Ensino Médio.
