Além de despertar em seus alunos o interesse pelos diversos tipos de leitura, a equipe pedagógica do Ábaco se preocupa em trabalhar a importância da cultura oral para que os adolescentes conheçam o rico vocabulário que temos no Brasil. Para atingir esse objetivo foi criado, no início do ano letivo, o “Clube dos Contadores de Histórias”, que acontece nas aulas de Língua Portuguesa do 7º ano do Ensino Fundamental.
Os estudantes são divididos em diversos grupos e recebem uma história. Após a leitura, desse texto pré-selecionado pelos professores, os alunos devem contar a história sem lê-la. Porém, é permitida a utilização de outras técnicas como o teatro, vídeo, música e outras formas de expressão escolhidas. “É muito importante que eles mantenham essa tradição de contar histórias em grupo. O contato humano e a interação que isso possibilita é parte fundamental da formação deles”, diz Inês Previato, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental.
Outro objetivo do Clube de Contadores de Histórias é valorizar o livro como fonte de inspiração, na busca de conhecimento e na formação dos alunos como cidadãos. “Os participantes tomam gosto pelas narrações que escutam e, com o tempo, buscam suas próprias histórias por meio dos livros que desejam ler”, explica Raquel Batista, professora de Português que desenvolve o projeto. “Não gostávamos de ler, mas depois que fizemos parte desse projeto aprendemos a interpretar as histórias de outra forma”, contam as amigas Ysabela Akiyama e Fer
nanda Ditchun, ambas do 7º ano E, do Ensino Fundamental. Fernanda Costa, integrante do mesmo grupo, já gostava de ler, mas adorou a experiência de contar o conto para os colegas. “Tivemos que entender a história e contá-la por meio de cartazes com desenhos que criamos. É um projeto muito interessante, diferente do dia a dia da sala de aula”, afirma a aluna.
“Desenvolver a fala em projetos como esses transforma os adolescentes em pessoas muito mais seguras na hora de participarem de outras situações que demandam mais fluência oral, como debates, seminários e apresentações de trabalhos. Eles aprender a evitar certos vícios da fala como: ‘tipo’, ‘né’, ‘saca’, entre outros”, explica Batista.
