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22/01/2009

Relações Geniais

Descubra como é o convívio dos pais com os filhos que se destacaram pelas altas notas

O Ábaco estimula a capacidade lógica e a concentração de seus estudantes ao apoiá-los na participação nas Olimpíadas de Química, Física e Matemática em etapas estaduais e nacionais. “É uma forma diferente de desenvolver a capacidade de raciocínio dos nossos alunos”, diz Inês Previato, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental. Para participar dessas atividades, é preciso estar preparado e estudar muito. Às vezes, muito mais do que seria aconselhável, mas alguns alunos vão além, na busca do conhecimento.


A rotina de Christian Gerbelli, 8ºC, é muito diferente da maioria dos alunos com 13 anos que cursam o mesmo ano que ele. Após o almoço, ele mergulha nos livros e cadernos, estudando a tarde inteira e grande parte da noite. “Sei que sou tendencioso, mas ele é educado, estudioso, esportista e, o mais importante, humilde”, descreve Vladimir Gerbelli, 54 anos, gerente administrativo, pai de Christian. Como resultado da dedicação, ele obteve a maior nota do Ábaco na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, sendo premiado com a medalha de prata. “Gosto muito de estudar e, quando dá tempo, brinco um pouco”, conta Christian.


“Gosto de participar destas provas para aprender cada vez mais”, esplica Rui Csorgo, 16 anos, 2º ano D, do Ensino Médio, ganhador da medalha de prata da Olimpíada de Física. Apaixonado por Matemática, Física e Química, Rui procura dedicar cerca de duas ou três horas do dia a essas matérias. “Procuro dividir esse tempo de estudo depois de fazer a lição pedida por todos os professores”, diz o aluno. A dedicação do filho resultou em uma grande confiança da família e apoio incondicional em suas escolhas. “Nunca tivemos que cobrar nada dele na escola”, conta a mãe do aluno, Wanda de Cássia Csorgo, 41 anos, gerente de RH.


Busca pelo Equilíbiro


O que preocupa os pais de alunos com esse perfil é a vida fora dos livros. “O Christian precisa dar mais atenção para a vida social dele. Sei que conforme ele fica mais velho, vai sentir falta disso. Tento fazer com que ele relaxe e se divirta mais”, pondera Vladimir. Para Wanda, o filho consegue equilibrar tudo, mas ela sempre tenta evitar excessos. “O Rui precisa sair mais com os amigos. Ainda assim, sabemos que para quem quer cursar Engenharia Aeronáutica, ele vai precisar estudar muito”, explica.


“O segredo é o equilíbrio. Quando a criança ou adolescente fica muito cansado, perde a concentração e corre o risco de misturar assuntos ou esquecer parte do que estudou. Respeitar as horas de sono garante a disposição para o dia seguinte”, afirma Simone Ghioto, orientadora educacional do Ensino Médio.

Colégrio Ábaco
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