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Alunos do Ábaco transformam a Páscoa de Crianças e Idosos

O trabalho do coelhinho de Páscoa foi um pouco mais fácil esse ano já que pais, alunos e professores do Colégio Ábaco realizaram, pela décima primeira vez, a Páscoa Solidária. O projeto visa à distribuição de ovos para entidades beneficentes e escolas públicas por meio de doações. Neste ano, 120 alunos do Ensino Médio foram divididos em três ônibus e entregaram os chocolates na Escola Municipal de Ensino Básico Marli Buíssa, Casa de Estar São Luís, Instituto Assistencial Carlos Tomás, Santa Clara e Amor à Vida. "Foram visitas agradáveis e que fizeram muito bem não só aos que receberam os presentes como também a nós que doamos”, diz Carlos Isamu, aluno do 9° B. “No período de festas, como a Páscoa, as doações são suficientes para levar a escola adiante”, comemora Iraci Barbosa, vice-diretora da E.M.E.B Marli Buíssa, que atende portadores de deficiências mentais. Outras entidades, como a Maria e Sininha, a APAE e o Grupo Franciscano retiraram as doações na sede do Ábaco.

Além das doações durante o mês de março, parte dos ovos foi comprada com o dinheiro que os professores já possuíam de outras arrecadações além da coleta organizada pelos alunos com o troco do lanche no Ábaco. “Conseguimos totalizar a entrega de 850 ovos”, diz a professora Vera Ferreira, uma das organizadoras da coleta.

Na Escola Marli Buíssa, após a entrega de alguns bombons, caixas de som foram instaladas na quadra de esportes, garantindo alegria à tarde inteira. “Estou feliz pelas novas amizades que fiz”, diz a simpática Soraia, aluna de 18 anos da Marli Buíssa, que rapidamente conquistou o coração de duas alunas do 3ºC do Ábaco, Tamy Cristina e Déborah Okida. Um pouco antes de ir embora, os jovens do Ábaco ainda entregaram ovos para as crianças.

Já a instituição a Amor à Vida atende portadores do vírus HIV. O local abriga 32 moradores. “As famílias vêm visitar muito pouco. Algumas até nem aparecem mais. Deveria haver uma participação maior dessas pessoas. Com certeza os resultados seriam ainda mais surpreendentes”, diz José Arthur, enfermeiro da instituição. A aluna Deborah Okida, do 3ºC, resume a experiência. “Apesar das condições não serem as melhores, eles nos receberam com alegria e bom humor. É algo que realmente coloca a gente para pensar”.




OFICINA DE JORNALISMO
Reportagem e Fotos: Felipe Molto e Victor Zaccarin (2°B)
Edição: Everton Vasconcelos

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