Meio-dia, sexta-feira, véspera de Carnaval. Quando as aulas da manhã estavam prestes a terminar, os alunos da unidade dois do Ábaco foram surpreendidos com o talento e energia de integrantes da escola de samba paulistana Vai-Vai. A apresentação foi um presente do colégio e serviu como um verdadeiro aquecimento para estudantes, professores e funcionários que gostam da festa: “A gente pegou a maioria de surpresa. Inicialmente os alunos ficaram parados, sem saber nem o que fazer. Depois, eles entraram na folia. Foi muito bacana”, explica Roseli Saad, orientadora educacional dos 7° e 8° anos. “A gente pensou que o colégio prepararia algo mais simples. Quando vimos o mestre-sala reverenciando a porta-bandeira da escola foi muito emocionante”, descreve Giovana Tartivo, do 8° B.
A Vai-Vai, que conquistou o terceiro lugar no desfile do Grupo Especial de 2007, já havia comparecido no Ábaco na Festa Junina de 2006. É a primeira vez que os componentes participam do Grito de Carnaval: “Achei muito legal ver novamente de perto a bateria e a porta-bandeira”, diz Gabriel Escudeiro, aluno do 8° D. Já para Bárbara Bueno, aluna do 6° B, a experiência foi ainda mais encantadora: “É a primeira vez que eu vejo uma bateria. Achei a música diferente e deu muita vontade de participar do Carnaval.”
Durante 45 minutos, 10 integrantes da bateria, uma passista e um casal de mestre-sala e porta-bandeira o ritmo do enredo ecológico “O 4° reino – O reino do Absurdo”, que fez uma referência ao plástico, elemento que representa soluções e problemas para a sociedade. Fernanda de Souza, aluna do 9° D, destaca a integração dos membros da Vai-Vai com os alunos: “As passistas das escolas chamaram a gente para dançar junto com elas. Valeu muita à pena.” Mariana Gomes, do 9° D, que nunca foi a um desfile de escolas de samba, concorda com a amiga: “A gente fica bem mais animado para curtir o Carnaval e com vontade de participar da festa. A energia que passa é muito boa.”
Nos eventos anteriores, o colégio apenas executava músicas típicas, mas alguns alunos não participavam da dinâmica: “Algumas crianças chegavam a pedir até funk. O espírito do Carnaval não reinava. Agora com a escola de samba é diferente: é a nossa tradição. Não dá para ficar parado com um batuque daquele”, define Roseli.
Até entre alguns docentes o contato com uma escola de samba aconteceu pela primeira vez no evento do Ábaco: “Eu não sou muito chegado a Carnaval, mas foi interessante e diferente assistir uma apresentação de bateria tão de perto”, lembra Rodrigo Betini, professor de Física do 9° aos 3° anos do Ensino Médio. Já Adriana Chaguri, professora de Ciências e Química dos 8° e 9° anos, adora Carnaval e vê outros pontos positivos na iniciativa da colégio: “Alunos que não estavam animados porque não iriam viajar, se animaram com a vinda da Vai-Vai. Em poucos minutos, eles puderam ver o que é uma porta-bandeira, o envolvimento da música, da dança e viram o que tem de bonito nessa festa.” Vinícius Guilen, aluno do 2° D, concorda com a professora: “É diferente ver de perto aquilo que a gente só conhece pela televisão. Pessoalmente é bem mais legal.”
Everton Vasconcelos
