Colégio Ábaco investe em novo perfil de aula
Professores e alunos contam com infraestrutura digital para aulas
Atento às tendências do mundo digital, o Colégio Ábaco criou um novo setor na coordenação pedagógica: a Coordenação de Informática Educacional que está sendo implantada para as turmas a partir do 6° ano.
Sob o comando do coordenador Maurício Dainese, professor do Ábaco há mais de 12 anos, a proposta tem como base apoiar a equipe docente das diferentes disciplinas, colaborando efetivamente com o desenvolvimento do aluno, à medida que amplia o nível de interesse pelos conteúdos escolares. Assim sendo, por meio dessas aulas diferenciadas são trazidas novas ferramentas de pesquisa para o ambiente multimídia.
O professor Maurício demonstra estar satisfeito com os primeiros resultados. “Nesses cinco primeiros meses de trabalho já percebemos um considerável crescimento nas aulas realizadas no laboratório e na sala multimídia. Considero esse avanço uma resposta positiva tanto por parte dos alunos quanto por parte dos professores”, avalia.
Um dado curioso apontado pelo coordenador é que, diferentemente do que muitos possam pensar, as disciplinas que mais utilizam o espaço não são as de exatas. “Mesmo o computador sendo considerado um universo exato, a maioria das aulas no laboratório é da área de humanas. Isso demonstra a tendência dessas disciplinas utilizarem a informática como forma de experimentar o novo, na busca constante de atualização”, constata. O coordenador ainda complementa: “O meu maior desafio enquanto coordenador de informática é minimizar o desnível existente entre a nossa geração de alunos digital e a dos professores que nasceram num mundo analógico.”
Experiência
Paralelo ao trabalho com a coordenação, Maurício desenvolveu um projeto piloto, baseado na chamada Scratch, linguagem que tem o objetivo de – idealizar, criar e compartilhar. Com ela podemos animar personagens, histórias em quadrinhos, inserir sons e movimentos a desenhos, além de criar jogos. Em fase de experimentação, Maurício convidou alguns alunos do 7° e 8° anos para os primeiros exercícios. “Acredito que seja de grande valia desenvolvermos um projeto que faça a migração da informática oferecida nas oficinas para as aulas de programação.
Por enquanto são apenas estudos, mas já se trata de uma posição inovadora”, prevê. Segundo ele, a linguagem Scratch, além de desenvolver o raciocínio lógico e estimular a criatividade, permite que os trabalhos sejam compartilhados em rede. Há algumas comunidades que discutem e socializam projetos de Língua Portuguesa realizados em Portugal, onde se encontram alguns brasileiros. “Nos Estados Unidos há várias comunidades virtuais que trocam experiências em Scratch, já no Brasil a difusão é muito tímida ou quase inexiste”, aponta Maurício.